Cientistas brasileiros foram os mais rápidos do mundo ao sequenciar o genoma do Coronavírus

Por APDZ 3 de março de 2020

O COVID-19 conhecido popularmente como Coronavírus se espalhou pela china no início de 2020 causando algumas mortes e milhares de pessoas infectadas. Isso fez com que diversos países do mundo se preocupassem de que a doença, que se espalha rapidamente, pudesse causar um caos global.

O primeiro caso da doença no Brasil foi confirmado no dia 26/02/2020.

Em 48 horas da confirmação do primeiro caso, um grupo de cientistas brasileiros sequenciaram o genoma do vírus, um processo que em outros países leva cerca de 15 dias.

Mas afinal, como a tecnologia contribuiu nesse processo?

Jaqueline Goes de Jesus, pós-doutoranda na Faculdade de Medicina da USP e Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP estavam à frente da equipe e tiveram um papel fundamental para a realização desse feito. Quando se espalho o primeiro surto da doença na China, as pesquisadoras já estavam reunindo os materiais necessários para a realização do sequenciamento.

O grupo de pesquisadores usaram a tecnologia de sequenciamento conhecida como MinION, a mesma utilizada para monitorar o Zika Vírus e a Dengue. Conhecida por ser barata e portátil.

Jaqueline Goes também viaja para outros países capacitando cientistas para utilizar a tecnologia. Essa análise vai ajudar a acompanhar o desenvolvimento do vírus e já detectou que ele sofreu 3 mutações desde os primeiros episódios na China, esse estudo auxilia no desenvolvimento de vacinas para o combate à doença.

Conhecer novas tecnologias e saber utilizá-las para resolver situações-problema é o que permitiu que nossos cientistas fossem os mais rápidos do mundo, contribuindo para a comunidade cientifica internacional.

A APDZ estimula os estudantes de suas escolas parceiras através de material didático com situações-problema do mundo real e materiais tecnológicos inovadores a pensarem cientificamente e criarem soluções que contribuam para o mundo, aprendendo a utilizar e construir novas tecnologias, para que no futuro tenhamos cada vez mais cientistas reconhecidos mundialmente e profissionais capazes de transformar o mundo em que vivem com soluções tecnológicas inovadoras.

 

Texto: Mariana Lima