Com luvas biônicas, maestro toca piano novamente

Por APDZ 22 de janeiro de 2020

Imagine tocar piano durante anos ou qualquer instrumento que tenha apreço, transformar isso em sua profissão e fazer mais de 6.000 concertos durante sua carreira, imaginou?

Agora, pense em como seria ruim se tivesse que parar de fazer o que tanto ama devido a uma impossibilidade física. Foi isso que ocorreu com o Pianista e Maestro brasileiro João Carlos Martins de 79 anos que há 1 ano anunciou sua despedida dos palcos, devido a uma serie de problemas enfrentados por ele nas duas mãos.

Esse seria um fim triste para uma carreira longa e de sucesso se não fosse pela tecnologia.

Ubiratã Bizarro Costa, designer industrial de 55 anos em uma matéria feita pelo jornal folha de São Paulo contou como usou a tecnologia para resolver essa situação problema enfrentada pelo musicista.

Depois de assistir a última apresentação do músico em um programa de TV o designer resolveu criar algo que pudesse ajudá-lo a voltar a tocar, e com o uso de uma impressora 3D construiu uma luva biônica, esse primeiro protótipo foi construído apenas com base nos vídeos de apresentação assistidos por Ubiratã, que não conhecia João Carlos pessoalmente e fez os cálculos de tamanho com base no que viu.

O resultado? O músico após 1 ano voltou a tocar, aquilo que antes parecia impossível, graças a tecnologia e a uma pessoa que pensou em como resolver essa situação desafiadora.

Após a primeira luva, outras 4 foram feitas, agora com as medidas certas e com outros tipos de materiais para se adaptar nas mãos de João Carlos da melhor forma.

Esse caso exemplifica o trabalho que a APDZ educação e tecnologia desenvolve nas escolas brasileiras.

Estimular os estudantes a construírem soluções tecnológicas para situações reais, o pensamento Maker de pôr mão na massa, ser construtor do seu conhecimento, participar ativamente do processo de aprendizagem é o que fazemos, para que no futuro surjam mais Ubiratãs, pessoas que veem os problemas do mundo e busquem soluções.

APDZ, inovar hoje para conquistar amanhã.